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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Referendo do fuso horário: população acreana opta pelo horário antigo
Com 56,7% dos votos, a população do Acre, decidiu pelo retorno do antigo horário, enquanto que 43,2% votaram pela manutenção do atual horário. Com isso, o resultado do referendo no Estado será encaminhando para o congresso nacional, onde será consolidado é imediatamente aplicado. No entanto, não existe uma data definida para o retorno do antigo horário.
E vocês sabem porquê? Vejam algumas opiniões a favor e contra, dadas antes da votação ao jornal O Rio Branco.
Leonardo Rodrigues, 17, estudante universitário: “No antigo horário, está provado, nós ficamos muito atrasados em relação ao Brasil. Esse negócio de expediente quem faz são as repartições. Se o dia amanhece às 6h30, porque não começar a trabalhar uma hora depois. Sempre foi assim”.
Poliana da Silva, 19, estudante universitária: “Gente eu estou tendo que sair de madrugada de casa. Moro na Vila Acre. Se der bobeira chego na aula atrasada, sem contar o perigo que eu corro. Por isso, vou votar pelo retorno do horário antigo. Ficarei mais segura”.
Willi Nascimento, 23, dono de distribuidora: “Ah, vou votar pela continuidade do atual horário. Eu que tenho uma pequena empresa fiquei bem mais à vontade para realizar meus negócios. Facilita o serviço de banco, cheques. Não vi nenhum inconveniente, sinceramente”.
Alcindo da Silva, 21, estudante universitário: “Vou votar pela permanência do atual horário. O Acre sempre foi atrasado em tudo. Será possível que até na diferença de horário teremos que ser atrasados também. Espera aí, gente, vamos usar a consciência. Vou de 55 nas urnas”.
Gigliane Nascimento, 29, autônoma: “Puxa, vamos ficar mais perto do Brasil, mais atualizados, votando no 55. O horário antigo, é porque não estão lembrando, mas até o futebol estava sendo visto aqui com uma hora de atraso. Isso é brincadeira. Vamos votar pela permanência desse horário atual”.
Joraí Pinheiro, 50, advogado: “Chegar mais cedo em casa é meu principal argumento para votar no horário atual. É melhor para tudo. Questões de banco, de Justiça, tudo melhorou com essa diferença menor em relação a Brasília. Não vejo motivo para voltar ao horário antigo”.
Breve história
Em 1913, quando Rio Branco ainda era um projeto de cidade nos arredores do barracão do Seringal Empresa, a diferença de fuso-horário em relação ao Rio de Janeiro, então capital do país, era de quatro longas horas. No dia 18 de junho daquele ano o presidente Hermes da Fonseca havia sancionado decreto do Congresso Nacional dando legalidade a essa diferença, numa congruência a acordos internacionais que haviam estabelecido o meridiano de Grenwich como o ponto de partida.
Antes de aprovar o decreto, porém, o Congresso discutiu com as regiões suas conveniências, resultando num mapa meridional com linhas tortuosas. As imaginárias retas dos três meridianos que cruzam o Brasil viraram verdadeiros zigue-zagues. O horário foi convenientemente adequado, ao ponto de Porto Alegre ficar com o mesmo horário de Curitiba, mesmo não estando as duas cidades dentro do mesmo meridiano. A justificativa: os negócios duma capital concatenavam com o mercado da outra. Nesse traçado o Acre ficou sozinho com quatro horas de diferença, porque o Amazonas não permitiu ter horários diferentes dentro de seu vasto território e dentro do mapa da Região Norte.
À época do decreto sancionado pelo presidente Hermes da Fonseca não houve nenhum motim no Acre. Território então recentemente anexado ao Brasil e sem comunicação com o resto do país, senão pela precária via fluvial, quando um depósito bancário dum seringalista acreano demorava até três meses para acontecer no Rio de Janeiro, não havia nenhum interesse em relação à diferença de horários. Tanto fazia aquelas quatro horas.
Quase um século depois, um novo decreto restabelece nova diferença de horário, conforme as conveniências comerciais, na tentativa de incluir o Acre na roda comercial que gira o Brasil em capitais como São Paulo, bem como outras conveniências com Brasília. Acusados de estarem movidos por paixões políticas, alguns grupos travam uma “guerra”, com direito a cabo eleitoral e promessa de boca de urna. O desfecho fica o referendo de domingo. Defensores do antigo horário argumentam não terem sido consultados. Entidades com presença forte na vida política e econômica do Estado resolveram entrar na discussão. “Em todas as áreas abordadas encontraremos fatos e exemplos relacionados à praticidade em termos o horário do Acre com apenas uma hora de diferença em relação ao horário oficial do Brasil”, diz o presidente de uma dessas entidades organizadas, a Associação Comercial do Acre, João Fecury.
Fontes: http://www.oriobranco.net/component/content/article/29-destaque/7756-referendo-do-fuso-horario-populacao-acreana-opta-pelo-horario-antigo.html e http://www.oriobranco.net/component/content/article/90-eleicoes-2010/7574-chegou-a-hora-de-decidir-qual-a-melhor-hora-para-os-acreanos.html
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Expressões populares: Certo X Errado
Usamos várias expressões populares de forma errada em nosso cotidiano. A origem dessas variações indevidas (vamos chamar assim...) vem da sua utilização popular, sem nenhum registro formal dos dicionaristas... Aliás, esse é um grande problema da língua portuguesa: forte apego ao formalismo, à gramática, sem reconhecer as variações linguísticas!
Para acompanhar essa questão da gramática X linguística, indico a leitura mensal da coluna de Marcos Bagno, na revista Caros Amigos.
De resto, vamos citar alguns exemplos que consegui levantar pela internet:
1. HOJE É DOMINGO, PÉ DE CACHIMBO
Afinal, o que é um pé de cachimbo?? Então, o correto é: HOJE É DOMINGO, PEDE CACHIMBO... Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente...).
2. Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho-carpinteiro
Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro??? O correto é; Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro!
3. Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão
Bom, para a batata esparramar pelo chão, quando ela nasce, ela tem que cair do galho e desmantelar toda!! E, para isso, a batata tinha que crescer em árvore e não embaixo da terra, né?? re, re, re... O correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.
4. Cor de burro quando foge
Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor??? O correto é: Corro de burro quando foge.
5. Quem tem boca vai a Roma
Bom, esse eu entendia, de um modo errado: ensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!. Mas, o correto é: Quem tem boca vaia roma. (roma é em minúsculo, mesmo, pois tratava-se do governo de Roma). Então, não tem nada a ver com comunicação... É quase uma campanha contra o governo da antiga Roma...
6. Cuspido e escarrado
Quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. Mas o correto é: Esculpido em Carrara. Carrara é um tipo de mármore, sendo que as esculturas nesse material permitem grande semelhança com o modelo original.
7. Quem não tem cão, caça com gato
Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor! O correto é:'Quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!
Canadá apresenta carro elétrico com carroceria de fibra de maconha
Depois de anunciar a produção de um carro feito com fibra natural, a empresa canadense Motive apresentou oficialmente a novidade durante a conferência EV 2010 VÉ em Vancouver, Canadá.

Kestrel, fabricado pela Motive, utiliza fibra de maconha na carroceria (Foto: Divulgação)
O modelo, batizado de Kestrel, utiliza motor elétrico e traz a carroceria composta por cânhamo, material derivado da Cannabis sativa, nome científico da maconha. De acordo com a fabricante, a fibra da planta é mais viável por não enferrujar, absorver melhor os impactos e ser mais leve. A novidade pesa 850 kg e tem capacidade para até quatro pessoas.
Em relação ao design, a empresa afirma que apostou em linhas simples. "Os veículos elétricos precisam ser eficientes, por isso que o desenho do Kestrel tinha que ser simples (com o mínimo de componentes), leve e atrativo para os olhos", afirmou em nota o designer do carro, Darren McKeage.
Para o presidente da Motive, Nathan Armstrong, a oportunidade é única por promover progressos significativos no setor do automóvel e "apoiar o setor canadense do automóvel ao proporcionar produtos sustentáveis e oportunidades para criar novos trabalhos 'verdes' no setor manufatureiro".
A potência não foi revelada, mas os dados oficiais dão conta que ele atinge velocidade máxima de 135 km/h e tem autonomia para 160 quilômetros. O Kestrel é um dos modelos que faz parte do Project Eve, consórcio de empresas para desenvolver a eletromobilidade no Canadá. As vendas dele deverão começar em 2012.
Fonte: Auto Esporte, em 16/09/2010
O último gol de Pelé - Aos 70 anos
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Grécia: milhares protestam em Tessalônica contra rigor fiscal
Os manifestantes, em torno de 20.000 segundo a polícia, fizeram passeatas após serem convocados pelos sindicatos e partidos de esquerda na segunda maior cidade do país, gritando slogans como "quem tem que pagar a crise é o capitalismo" ou "nacionalização dos bancos".
Mas em seu discurso, feito na Feira Internacional de Tessalônica, o primeiro-ministro chamou os gregos a "continuar fazendo os esforços e sacrifícios" que permitiram, na opinião dele, "salvar o país da bancarrota".
"Promovo esta batalha sem pensar no custo político, é uma batalha para a sobrevivência da Grécia. Ou realizamos juntos, ou afundamos", afirmou.
Entre as medidas que devem ser adotadas rapidamente e que se somam à reforma do sistema de previdência e ao corte de salários dos funcionários públicos, Papandreou mencionou a adoção de um "novo marco regulatório para a manutenção dos hospitais", para, segundo ele, "colocar ordem nesse setor".
Também se comprometeu em "abrir" para o mercado profissões fechadas, como a dos camioneiros, reestruturar o Orgão Público das Ferrovias, muito endividado, assim como outros órgãos públicos endividados, e liberalizar o mercado de energia", em referência à supressão do monopólio da empresa pública de eletricidade.
Prometeu proteção "aos desempregados e outros grupos frágeis da sociedade, com um aporte de 3,5 bilhões de euros procedentes sobretudo dos programas europeus", assim como "a simplificação dos procedimentos para as empresas, destinados a promover os investimentos, o desenvolvimento verde, a pesquisa e a inovação".
Mas para os manifestantes, as consequências sociais do drástico plano de reajuste são inaceitáveis no dia a dia.
"Querem que o povo pague, mas são os industriais e os banqueiros que levaram o dinheiro", gritava Manolis Spathis, 24 anos, recém-formada em economia, que viajou de Atenas para protestar.






