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sexta-feira, 17 de junho de 2011

4 Festas para 1 só Data

Terça que vem, dia 21, é o dia mais importante do ano, feriado UNIVERSAL!!!

Sim, podem se programar.... Não tem nada dessa coisa de início de inverno....

É MEU ANIVERSÁRIO!!! (vamos lá, todo mundo: "EEEEHHHHHHHHH!!!!!")

E vamos aproveitar o solstício, a noite mais longa do ano, com MUITA alegria e diversão!!!

Como estou chegando aos 35 anos, a comemoração é em dose QUÁDRUPLA!!!

Isso mesmo, você leu certo: são QUATRO festas!!!

É impossível você não conseguir aparecer em nenhuma. Música e dança para todos os bons gostos (quase todos, afinal pagode, funk e sertanejo universitário não rola MESMO....)

Então se programem e apareçam em uma ou mais festas... Os mais animados, VÃO EM TODAS!!!!

O calendário completo vai ao final.....

ABRAÇOS para os manos e BEIJOS para as minas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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FESTA OFICIAL 2011
Dia 21 de junho, a partir das 20h!!!

(Choperia Maracanã - 207 Norte)

(não viu o Flyer???? Veja ele com todas as informações em http://guiadecidades.terra.com.br/pe/baladas-musica-ao-vivo-maracana-tem-o-melhor-do-samba-de-raiz-nas-tercas-en-brasilia/fotos/9543)


RESSACA OFICIAL 2011
Dia 22 de junho, a partir das 21h!!

(Cervejaria Stadt Bier - SIG quadra 6)


(não viu o Flyer???? Veja ele com todas as informações em http://img805.imageshack.us/img805/8813/capitaldorockjunhob.jpg e http://img807.imageshack.us/img807/7983/capitaldorockjunhoverso.jpg)
SÂO DOIS!!!!!


AUSÊNCIA OFICIAL 2011
Você já não foi nas duas primeiras, agora sou eu que não vou... re, re, re...
Dia 23 de junho, a partir das 21h!!
(Roschti Rock Bar - Pier 21 - antigo HOOTERS)

(não viu o Flyer???? Veja ele com todas as informações em http://www.picoolio.com/photos/original/31452-a534e.jpg)

BLACK SOUL 2011
Jazz, Funk e Soul em uma só noite! Show surpresa durante a noite!!!
Dia 16 de julho, no Pub do Márcio!!
(Informações detalhadas serão enviadas na volta das minhas férias)

domingo, 5 de junho de 2011

João Nogueira canta mineira no Clube do Samba (Histórico)

Esse vídeo é histórico mesmo!!!

Fiz até um Haicai! re, re, re...

Quem gosta de samba /
Bom sujeito que é /
Sabe que Clara/
É a maior mulher!


Divirtam-se!!!!

domingo, 29 de maio de 2011

Clipe contra companhia aérea por violão quebrado vira hit no YouTube

Galerinha,

Mesmo sendo uma matéria antiga (julho de 2009), decidi postar, pois mostra que o poder que o consumidor tem nas mãos, quando decide atuar contra desmandos e arbitrariedades!

ABRAÇOSSSS
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Um músico canadense que teve seu violão danificado durante um vôo nos Estados Unidos se transformou no novo hit na internet. Quase 4 milhões de pessoas já viram no YouTube um videoclipe que ele gravou com uma reclamação musicada contra a companhia aérea.

O sucesso do vídeo fez com que a United Airlines, que inicialmente havia se recusado a indenizar o músico, revisse sua posição.

O vídeo do músico Dave Carroll, intitulado United Breaks Guitars (A United Quebra Violões), foi postado no começo de julho.


Cena do videoclipe 'United Breaks Guitars', de Dave Carroll
Cena do videoclipe 'United Breaks Guitars', de Dave Carroll


O incidente ao qual Carroll se referia ocorreu em março de 2008, durante uma escala em Chicago parte de um vôo de Halifax, no Canadá, a Nebraska, nos Estados Unidos, onde ele se apresentaria com sua banda de folk-rock Sons of Maxwell.

Compensação
Segundo o músico, o conserto de seu violão quebrado durante o transporte custou 1.400 dólares canadenses (o equivalente a R$ 2.425), mas a companhia inicialmente se recusou a pagar.

Após meses tentando, sem resultados, uma compensação da companhia, Carroll, de 41 anos, resolveu postar o videoclipe com a reclamação no YouTube.

“Vocês quebraram, deveriam consertar. Vocês são responsáveis, admitam. Eu deveria ter voado com outra companhia ou ido de carro, porque a United quebra violões”, diz ele na música.

Em uma cena do clipe, atores representando carregadores de bagagem jogam entre eles, sem cuidado, uma caixa de violão, que cai no chão, enquanto Carroll e outros passageiros veem a cena das janelas do avião.

Com o sucesso do vídeo no YouTube, Carroll foi convidado para entrevistas em várias partes do mundo, incluindo o Oprah Winfrey Show, um dos programas de maior audiência da TV americana.

iTunes
O caso também trouxe benefícios para o músico. A canção United Breaks Guitars é atualmente a 20ª mais vendida na lista do iTunes no Canadá, e as vendas dos CDs da banda Sons of Maxwell também subiram.

Além disso, a fabricante do violão danificado ofereceu a ele um novo instrumento para ser usado em suas próximas composições.

Carroll disse à BBC que quando o seu vídeo no YouTube começou a fazer sucesso, a United escreveu uma carta a ele sugerindo compensá-lo pelo violão quebrado, mas ele diz ter negado e pedido à companhia que doasse o dinheiro a instituições de caridade.

O músico diz que em sua correspondência com a companhia ele prometeu compor três músicas sobre o incidente. Uma segunda música já estaria pronta e prestes a ser colocada na internet.http://www.blogger.com/img/blank.gif

Em uma carta enviada a uma TV canadense, a United Airlines disse que está em contato com o músico e quer retificar seus erros no caso.

Um porta-voz da companhia disse ao jornal americano The Los Angeles Times que “o vídeo é excelente” e será usado em treinamentos internos sobre atendimento ao cliente.

Em entrevista à BBC, o músico disse que o sucesso do vídeo o surpreendeu. “Eu esperava ter um milhão de acessos em um ano”, disse.

Fonte: BBC, em 24/07/2009

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A vida de um fuçador de notícias

Por Kevin Baker em 17/5/2011

Ele conhecia todo mundo e ia para toda parte. Foi confidente de presidentes, mentor de dois dos mais influentes jornalistas da história dos Estados Unidos, amigo de industriais, artistas, militantes políticos, comunistas e boêmios. Dizia que passara o resto de sua vida pós-universitária "desaprendendo" tudo o que lhe haviam ensinado. Ele percebia todas as falsas aparências, os ardis e as mentiras – mesmo as que contava a si próprio – até que, no final, foi enganado pela maior de todas.

Atualmente, Lincoln Steffens não é muito lembrado, embora a envolvente biografia de Peter Hartshorn – I have seen the future – deixe claro por que deveria ser. Como um dos fuçadores originais, Steffens escrevia revelações para jornais e revistas que davam ao jornalismo um novo objetivo, uma voz na democracia norte-americana para lá da simples aceitação de um lado ou do outro.

Nascido em 1886, filho de um empresário rico – uma das residências da família viria a ser a mansão do governador da Califórnia –, Steffens passou uma infância idílica explorando os arredores de Sacramento montado em seu querido pônei. Foi educado, desde cedo, nas coisas do mundo, descobrindo que as corridas de cavalos em que seu pai apostava eram "arranjadas" para se tirar vantagem dos otários. Embora gostasse de seu pai, "não dava a mínima para otários" – e decidiu que jamais seria um deles.

No lugar certo, na hora certa

Após conseguir a graduação (e uma noiva secreta) em Berkeley – "É possível conseguir educação numa universidade. Isso já foi feito; mas não é comum" – Steffens persuadiu seu pai a mandá-lo à Europa para três anos de estudo de filosofia, ética, história da arte e ciência. Aplicado, lia de tudo e estudou em universidades da Alemanha e da França. Mas, também aqui, ficou frustrado com seus professores: "Eles não concordavam sobre o que era o conhecimento, nem sobre o que era bom ou ruim, nem porquê." De volta aos Estados Unidos com um baú cheio de roupas inglesas, "um ensaio do tamanho de um livro sobre ética" uma jovem (e secreta) esposa e vagas intenções de se tornar um empresário, o jovem Steffens, de 26 anos, tomou um susto ao receber uma carta de seu pai com cem dólares e a ordem de "ficar em Nova York e se virar" até aprender o "lado prático" da vida.

Foi assim que ele se fez. Virando-se desesperadamente, orgulhoso demais para dizer à família que tinha casado, descolou trabalho como repórter do New York Evening Post, onde aprendeu as manhas de Wall Street e das favelas de imigrantes do Lower East Side e ganhou a amizade de um jovem e truculento corregedor de polícia chamado Theodore Roosevelt. Aprendeu a escrever e investir e, em nove anos, transformou-se no editor administrativo da McClure´s, uma das mais populares e respeitadas revistas do país.

Como sempre, estava no lugar certo, na hora certa. O volúvel Sam McClure estava transformando a publicação que trazia seu nome numa revista que iria rip the veil da vida norte-americana, forçando os leitores a se confrontarem com a corrupção que encharcara todos os cantos de sua democracia. Apenas a edição de janeiro de 1903 trazia um capítulo de Ida Tarbell sobre a história revolucionária da Standard Oil Company; uma matéria de Ray Stannard Baker sobre uma greve de mineiros na Pensilvânia; e uma investigação do próprio Steffens sobre corrupção política em Mineápolis.

Um homenzinho delicado e cômico

Nunca ninguém fizera esse tipo de jornalismo. McClure abordou os monopólios das corporações e as engrenagens políticas, as péssimas condições em que vivia e trabalhava a maioria dos norte-americanos, a comida infecta e a água contaminada que comiam e bebiam. O público devorava a revista, ainda que reclamando por matérias mais "positivas". (Mas não era o caso. Um livro que Steffens escreveu especificamente sobre campanhas de reformadores, Upbuilders, vendeu toda sua tiragem de 684 exemplares no primeiro ano.)

Steffens queria ir além da simples ideia de que "os males políticos se deviam a algum tipo de homens maus e eram sanáveis se estes fossem substituídos por homens bons". Trabalhando constantemente, viajando sem parar, ele visitou uma cidade após outra, tentando decifrar como todo o sistema funcionava – tanto por que ele era corrupto, quanto como. Se pôs ao trabalho com uma inteligência penetrante, uma grande solidariedade humana e um jeito especial para criar frases; seria possível escrever livros inteiros com seus aforismos: "Nunca mais fui confundido com um homem honesto por um malandro"; "As pessoas pedem aos políticos para serem honestos; eu peço-lhes que sirvam o público"; "Nada dá mais errado que o sucesso"; "Você não pode estuprar apenas um pouco".

Naqueles tempos maravilhosos, antes dos especialistas em relações públicas, ele tinha a fascinante habilidade de conseguir que qualquer pessoa se abrisse com ele, inclusive os seus objetivos – o barão madeireiro Frederick Weyerhaeuser, assim como o chefão da Tammany Richard Croker, ou o magnata dos jornais William Randolph Hearst, o qual, segundo Hartshorn, disse que Steffens foi "o entrevistador mais eficiente que teve pela frente". Havia algo de irresistível neste homenzinho delicado, cômico e que, segundo Malcolm Cowley, "parecia a versão de um cartunista de um artista dândi francês".

"Eu vi o futuro e ele funciona"

Ele consegui manter a amizade com Roosevelt e, depois, Woodrow Wilson, mesmo quando lhes disse que estavam errados – o que não é pouca coisa. Seus afilhados incluíam John Reed e Walter Lippman; seus amigos, o ator James Cagney e James Joyce. Ele sempre parecia estar onde as coisas aconteciam: com boêmios mais jovens no salão Mabel Dodge, na Greenwich Village; ou com os expatriados da geração perdida na França, após a I Guerra Mundial. Quando Hadley Richardson perdeu todos os manuscritos que pertenciam a seu marido, Ernest Hemingway, ela os tinha levado para Lausanne, para uma leitura minuciosa por parte de Steffen.

Nessa época, ele já lamentava seu passado. Os fuçadores haviam conseguido coisas fantásticas: as investigações que Steffens fizera em Wall Street, por exemplo, haviam conduzido a nada menos que o sistema do Federal Reserve (Banco Central norte-americano). Mas isso não era o suficiente. Steffens se desiludira pela pouca duração que conseguia com dados bem fuçados, pela rapidez com que reformadores eram varridos do governo, ou as reformas eram negligenciadas assim que o últimos escândalo tivesse passado. Por algum tempo, encontrou uma resposta no cristianismo – "A doutrina de Jesus Cristo é a propaganda mais revolucionária que encontrei até hoje" – embora se lamentasse – "Nunca ouvi a pregação de um sermão numa igreja." Ainda mais desiludido com a contínua violência entre trabalho e capital, com a matança da I Guerra Mundial e com a colcha de retalhos que foi o tratado de paz de Versalhes, ele retomou sua velha busca pela certeza, por "fatos de valor científico" que resolvessem todos os problemas sociais.

E ele fez sua escolha. A política "científica" estava disponível entre as duas guerras. Intrigado com Mussolini, Steffens foi cativado por Lênin, que ele entrevistou rapidamente durante a revolução. Tornou-se um dos primeiros daquele triste bando de intelectuais ocidentais a cair de joelhos diante da União Soviética. Ao contrário da maioria deles, não negou os relatos de atrocidades que vazavam do paraíso proletário. E pior: ele simplesmente achava isso necessário para gerar as grandes mudanças que viriam. Nunca recuou de sua primeira e infame impressão da URSS: "Eu vi o futuro e ele funciona." Vivendo uma vida confortável com o dinheiro que ganhava de ações aplicadas, insistia que "nada deve abalar nossa perfeita lealdade ao partido e a seus líderes" e que "a noção de liberdade é falsa, é uma ressaca da nossa tirania ocidental".

Uma biografia prodigiosa

Essa posição olímpica revelava um traço frio em sua natureza calorosa, algo que também estava presente na forma emocionalmente sádica com que tratava as mulheres. Quando procurava um apartamento para dividir com Steffens, uma de suas amantes ficou chocada ao encontrá-lo fazendo precisamente a mesma coisa – com outra mulher. "Será que eu sou amoral? Não sei. Mas tenho certeza de que posso ser cruel com as pessoas que me amam", confessou a um amigo. "Não consigo compreender a mim mesmo."

Revelações desse tipo talvez o tenham informado que nenhum sistema – científico ou de qualquer outro gênero – mudaria a natureza da essência humana. Mas, como qualquer otário, Steffens não conseguia se livrar de seus delírios. Tinha a sorte de poucos lhe darem atenção. Hartshorn avalia que seu apoio cego aos comunistas, embora revoltante, não deveria divergir "da influência significativa que ele teve tanto na profissão de jornalismo, quanto na natureza do governo nos Estados Unidos". Ele não só tem razão, como, em apoio a essa opinião, produziu uma biografia prodigiosamente pesquisada, fantasticamente interessante e extremamente bem escrita. Steffens teria ficado gratificado com a forma pela qual Hartshorn o virou pelo avesso.

Fonte: Observatório da Imprensa, em 17/05/2011