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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Triste Espetáculo

Texto de Jeferson Malaguti Soares recebido por e-mail em 31 JUL 2009.

"Não sei até que profundidade deverá o governo se dispor a descer para que a consciência cívica deste país acorde...

Vinte deputados, sem nenhuma expressão maior no cenário nacional, comandados pelo presidente da República, enxovalharam a dignidade do Parlamento, vendendo, descabeladamente e sem nenhum pudor suas consciências em favor de benesses, cargos, verbas e quem sabe mais o quê?...

Toda a vergonhosa operação para derrotar a CPI foi comandada pelo próprio presidente da República, com o uso de verbas do orçamento e com a conivência de mais um punhado de subservientes asseclas do Planalto...

O presidente da República teme fortemente que sejam investigadas certas denúncias contra ele e seu governo. Ora, só um otário não perceberia nisso que há muita roupa suja guardada no Palácio do Planalto e que aqueles que argumentam contra a CPI estão mentindo levianamente para o país...

Os principais nomes sob suspeita e objeto de várias denúncias,aliam-se, com o apoio da falta de caráter de uma fatia inexpressiva do Congresso, impedem que investigações sejam feitas sobre falcatruas e desvarios das mais variadas naturezas. O que resta ao cidadão comum fazer, se os grandes não respeitam os mais elementares valores de honestidade?"...

Diário de Bordo

Esses são trechos do comentário de Geraldo Carozzi, na coluna "Diário de Bordo" do jornal O TEMPO. Para aqueles que acreditam estar ele tratando do Congresso atual e do Presidente Lula, lamento informar que estão redondamente enganados. A coluna foi publicada em 12 de Maio de 2001. Tratou da falta de caráter dos deputados que retiraram suas assinaturas do requerimento da CPI da Corrupção, que iria investigar os desmandos dos governos FHC, inclusive da venda ilegal da Vale do Rio Doce e dos desdouros praticados na Petrobrás. O acordo para se engavetar o pedido da CPI foi feito diretamente por FHC com o presidente do Senado da época, Jáder Barbalho, e o apoio nítido do senador ACM. Rolou muita grana e FHC literalmente baixou as calças para um monte de crápulas do Congresso Nacional. Ficou claro que ele e os congressistas eram farinha do mesmo saco.

A atual oposição ao governo Lula parece se esquecer que tem telhado de vidro.Inclusive, a tal CPI da Petrobrás que o PSDB e DEM montaram agora, vai desvendar todas as mazelas praticadas nos (des)governos FHC e será a pá de cal que faltava para enterrar a candidatura de Serra ou Aécio. O tiro vai sair pela culatra.

Quem tem memória curta, mesmo que por conveniência, come sapo por lebre.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Juiz manda liquidar fundo do Opportunity

Matéria do Jornal Valor Econômico, de 21 JUL 2009:


Na decisão em que acata a denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas por crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de quadrilha e organização criminosa em outra ação judicial decorrente da Operação Satiagraha, o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, determinou a liquidação de um fundo de ações gerido pelo Opportunity . A ordem, inédita, foi dada ao administrador da carteira, o banco BNY Mellon, que assumiu a função em setembro do ano passado. O juiz deu 48 horas para o administrador liquidar o fundo Opportunity Special FIA e depositar o dinheiro na Caixa Econômica Federal.

O fundo tinha um patrimônio de R$ 951 milhões no dia 16 de julho e 23 cotistas. A carteira é aberta para investidores qualificados. A decisão surpreendeu advogados especialistas do mercado, que nunca viram a Justiça determinar a liquidação de um fundo de investimentos.

A carteira já estava bloqueada para saques ou aplicações desde o início de setembro de 2008. Na época, a justificativa do bloqueio era o fato de o Banco Opportunity ter transferido a administração da carteira para o BNY Mellon. O administrador é responsável por fiscalizar os atos do gestor como o cálculo das cotas ou o cumprimento das regras do fundo. O Special teria entre seus cotistas alguns sócios do Opportunity, entre eles Daniel Dantas, principal alvo da Operação Satiagraha.

Na decisão divulgada ontem, a Justiça diz que a liquidação do fundo se deve ao fato de a Procuradoria da República ter recebido relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), indicando a prática de operação suspeita de lavagem de dinheiro pelo fundo. Segundo o juiz, a medida é necessária "para preservar os interesses dos cotistas do fundo, alguns deles réus na ação".

Segundo comunicado do Ministério Público, uma vez que o fundo de investimento está bloqueado, as ações que o compõem não podem ser negociadas e estão sujeitas a depreciação. De setembro para cá, porém, o fundo quase dobrou de valor, passando de R$ 538 milhões para quase R$ 1 bilhão. A liquidação obrigará o administrador a vender todos as ações da carteira e o dinheiro será então depositado em uma conta judicial na Caixa, sujeito a correção. "Se os réus forem condenados, será determinado o perdimento dos valores. Se absolvidos, o valor será devolvido corrigido".

Além de Dantas, outras 13 pessoas estão arroladas na denúncia por suposto financiamento do chamado "valerioduto", esquema montado pelo empresário Marcos Valério e acatada ontem pela Justiça.

Segundo a Procuradoria, o financiamento teria ocorrido quando o grupo estava no comando da Brasil Telecom. Um dos inquéritos seria para aprofundar a participação de pessoas investigadas inicialmente e não denunciadas agora, como o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh e Carlos Rodenburg (presidente do braço agropecuário do grupo). Outro iria apurar especificamente crimes financeiros na aquisição do controle acionário da BrT pela Oi. O terceiro investigaria evasões de divisas praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.

De acordo com a denúncia, o banqueiro, sua irmã, Verônica Dantas, e o presidente do Opportunity, Dório Ferman, teriam cometido fraudes no comando do Opportunity Fund e do banco, como a presença de cotistas brasileiros, quando a prática era proibida; desvio de recursos da Brasil Telecom para autofinanciamento do Opportunity; e utilização da Brasil Telecom para repassar recursos às agências de Marcos Valério, com as quais teriam sido firmados contratos superiores a R$ 50 milhões.

A Procuradoria ainda arrolou 20 testemunhas no caso, entre as quais o presidente da Santos-Brasil, Wady Jasmim, e o ex-ministro Mangabeira Unger, que foi consultor do Opportunity nos Estados Unidos.

Para o procurador da República Rodrigo De Grandis, as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, constataram que os denunciados constituíram "um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos".

Dantas foi preso durante a Satiagraha. Na ocasião, também foram presos o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Os três foram soltos depois. Eles são suspeitos de praticar os crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.

O advogado Andrei Schmidt, que defende o Opportunity, disse que seus clientes ainda não foram citados do recebimento da denúncia. "Independentemente disso, negamos veementemente as imputações recebidas pelo juízo. Os fatos narrados ou não constituem crime ou estão baseados em provas fraudadas no âmbito da Operação Satiagraha", diz o advogado por meio de nota.

Também em nota, a BNY Mellon afirmou discordar veementemente do juiz e alertou que a medida vai trazer prejuízos para outros cotistas do Special que não estão envolvidos no processo. A liquidação, acrescenta, poderá ainda provocar desvalorização excessiva dos ativos, ampliando as perdas, "inclusive influenciando de maneira negativa todo o mercado". Segundo a BNY Mellon, a liquidação também estaria em desacordo com as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que determinam que ela tem de ser deliberada em assembleia pelos cotistas. (Com agências noticiosas)

Favelas nos EUA

Matéria do jornal Valor Econômico, de 21 JUL 2009:

Sem-teto fazem surgir favelas americanas



A recessão fez crescer o problema dos sem-teto nos EUA. Segundo dados do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, após anos de queda, o número de indivíduos sem teto ficou praticamente estagnado, enquanto o número de pessoas em famílias sem teto aumentou 9% no ano passado. Cerca de 1,6 milhão de americanos viviam em abrigos públicos ou casas precárias em 2008, um número praticamente igual ao do ano anterior. Entretanto, aumentou o número de famílias nessa situação - elas respondem agora por um terço desse número. ONGs denunciam que esse fenômeno pode tornar crônica a situação dessas famílias. Parte desses sem-teto vive em acampamentos com estrutura precária, algo parecido com as favelas no Brasil. Na foto, um agrupamento de sem-teto em Fresno, na Califórnia. O governo americano prometeu aplicar cerca de US$ 1,2 bilhão em programas de moradias baratas para evitar que favelas como essa de Fresno se alastrem.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tá chegando a Festa do Ridículo



No sábado (25/07), a Homem da Marreta Produções promove em Brasília a “Festa do Ridículo”, com muito rock’n’roll e diversão. A festa, que contará com a banda Mustang 65, tocando o melhor do rock internacional, anos 70 e um set exclusivo de Elvis Presley, e o DJ Thiago Freitas (residente), será às 23h59, no Clube da Imprensa.

Homem da Marreta

A Homem da Marreta começou a operar no mês de maio, formada por quatro produtores de Brasília – Daniel Lemos, Luis Ramirez, Márcio Leal e Thiago Freitas. O objetivo é atuar em mercados latentes, que têm pouco espaço na cidade. “Fazemos festas para um público específico, que curte rock’n’roll, e que não está sendo bem atendido aqui na cidade”, afirma Lemos.

Serviço
O quê: Festa do Ridículo
Quando: Sábado (25/07), a partir das 23h59
Onde: Clube da Imprensa - Vila Planalto - Setor de Clubes Norte trecho1 lote1 (próximo à Concha Acústica, ao lado do restaurante Retiro do Pescador).
Quanto: R$ 15,00 (meia-entrada). Entrada grátis para as 50 primeiras pessoas que chegarem na festa e estiverem com seu nome na lista (enviar e-mail para homemdamarreta@gmail.com). Lista válida até às 0h59.

Contatos para Imprensa/Entrevistas: Mídia.Com – (61) 8137-1235, com Márcio Leal.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Aqui se faz aqui se paga

Bom, é isso!!

Esse ditado nunca serviu tão bem quanto na relação Revista Veja e Governador do DF José Roberto Arruda (isso! aquele do caso da quebra de sigilo do painel, lembra?).

O Governador assina contratação direta com a editor Abril, no valor de R$ 442 mil, para a distribuição da revista Veja na Sala de Aula - um valor agregado, como dizem os mercadológicos! (re, re, re...) da própria Veja - nas escolas públicas do DF. (Isso! O Governador José Serra também fez a mesma coisa... Lembra?).

O que Arruda levou de presente? As Páginas Amarelas!!!! Tá na edição dessa semana... Ganhou tratamento VIP o homem.

E nem precisamos entrar no mérito que os motivos da contratação direta, sem licitação, devem ter sido excelentes, pois há pelo menos mais umas duas editoras que produzem o mesmo tipo de material, uma delas a da revista Carta Capital. Podiam ter feito uma licitaçãozinha, né? (Isso mesmo!!! o Governador Serra também poderia ter feito a mesma coisa!!!)

ABRAÇOSSSSS

Ah, sim... Para os que tem estômago mais forte, vocês podem ler a entrevista em: http://arquivoetc.blogspot.com/2009/07/veja-entrevista-jose-roberto-arruda.html
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