O debate está em jornais, revistas, redes de televisão. Tomou ruas,
internet, livros, personalidades, políticos e campanhas eleitorais.
Ganhou espaço e consistência que mostram cada vez mais a falência da
política proibicionista em termos humanos, de segurança, de direitos,
liberdades e saúde pública. O Brasil se tornou um dos mais sangrentos
campos de batalha da guerra às drogas, um sistema racista, antigo e
ineficiente para lidar como uma questão complexa e urgente. Uma lei que
redunda em morte e gastos públicos elevados e de nenhuma forma ataca o
consumo entre jovens e adultos, muito menos o abuso: apenas desloca-o
para uma esfera ainda mais intocável.
Chega de guerra: queremos saúde, informação, direito ao próprio
corpo, autonomia e liberdade, diz manifesto articulado pela Marcha da
Maconha
Imagem: Henri Matisse, Cabeça de Laurette com xícara de café (detalhe)