Procurando....

sábado, 30 de agosto de 2008

Lula Côrtes & Zé Ramalho - Paêbirú (1975)

É das coisas mais malucas e assombrosas que já se fez em música brasileira, mas eu me surpreenderia muito se tiver mais de 5 pessoas que a conheçam. O nome é escrito assim mesmo, com a combinação agramatical de acentos.
Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá. O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio.
Este disco não foi a estréia de Zé. Ele havia entrado no estúdio em 1973 para participar de uma maluquice coletiva chamada Marconi Notaro no Sub Reino dos Metazoários.
Lula Côrtes se firmara como líder da turma durante a I Feira Experimental de Música do Nordeste (11/11/1972), também conhecida como Woodstock cabra da peste. “O ácido era distribuído ao público, cerca de duas mil pessoas, dissolvido num balde com K-suco”, testemunhou depois Marco Polo, futuro membro da Tamarineira Village, numa entrevista ao jornalista pernambucano José Telles (autor de Do Frevo ao Manguebeat, Editora 34).
No início de 1974, Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte.
O disco foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia.
Dessas 300 cópias nasceu o mito, que é tão incrível que há gente que não acredita. Hoje é possível encontrá-lo em CD, lançado pela Shadoks, um obscuro selo alemão. Aki no Brasil o disco sai por um preço bem salgado: alguém oferece um exemplar do CD no Mercado Livre por 120 reais!!!!!

FAÇA O DOWNLOAD!!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Banda Canastra (RJ)

Galera,

Vale a pena conhecer o som da banda Canastra, do Rio de Janeiro.

Esta big band carioca com apenas seis integrantes pertence à nova safra de boas bandas nacionais. Seu primeiro álbum, “Traz a pessoa amada em 3 dias”, liquidifica diversos ritmos resultando em um estilo próprio. Rockabilly e country music. Jazz e swing. MPB e surf music.

A banda foi formada em 2000, logo após o fim do Acabou La Tequila, banda anterior do vocalista Renato Martins. O som da banda se inspira no dixieland e no jazz de New Orleans e nos sambinhas elegantes da MPB, contando ainda com country, rock e surf music.

"Traz a Pessoa Amada em 3 Dias" é o primeiro disco do Canastra e foi lançado pelo selo independente Monstro Discos. O segundo CD, “Chega de Falsas Promessas”, lançado em maio de 2007, traz 10 canções inéditas e 1 regravação da música “Dallas” do Acabou La Tequila. "Já que a gente faz um som tão esquisito, passamos a ter a preocupação de entreter o público, pra não deixar ninguém ir embora", afirma Renato.

Ganhar, mas não levar, faz parte do jogo. O Canastra ganhou um festival de música há dois anos, cujo prêmio seria um contrato com uma grande gravadora. Não tão grande assim, diga-se a verdade, porque ela, a major, se embaralhou toda e não conseguiu cumprir o que fora acertado. Pena. Não conseguiu ver o futuro que estava desenhado.

Prêmio embolsado, promessa não cumprida descartada, fizeram o que tinha que ser feito: ficaram felizes com a metade do copo que estava cheio. Com parte do dinheiro que ganharam da major, gravaram em estúdios como Monoaural e AR, em estruturas que, no primeiro disco, todo gravado na base da brodagem, seriam impossíveis. Ah, a banda também cresceu e apareceu. Agora, são seis sujeitos de blusas floridas.

Os dois CDs deles podem ser ouvidos em:

> Traz a Pessoa Amada em Três Dias [2004] (Rapidshare)
> Chega de Falsas Promessas [2007] (Rapidshare)

Clipe - Olhos pra mim:



Vídeos de Shows no Youtube:

Meu Cappuccino



Pomo de Adão

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Alceu Valença - Vou danado pra Catende (1975)

EAE, zamelianagem!!!

Hoje, voltando às origens, à música regional....

Esse é o grande Alceu Valença, nos idos de 75, cantando Vou danado prá Catende...

Muito louco!! Divirtam-se.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

The Allman Brothers Band - Jessica

Galera

Excelente música!!! Bem conhecida!!!

Rock'n'country do caralho!!!! re, re, re...

Pandeiro do Mestre



O Pandeiro do Mestre é um coco urbano, formado por pessoas, em sua maioria, nascidas nos subúrbios do Recife; começou no bairro de Afogados, na Vila de São Miguel, no quintal de Dona Darcy e depois no quintal da família Gitirana. É um coco urbano formado por pessoas da capital, porém, religiosamente e afetivamente, ligado ao sertão do toré dos índios e ao samba de coco. É um coco de toré de feição urbana, adiciona instrumentos do coco de roda à sua formação, ganha o baque muito característico dos cocos de beira-mar , aprende sobre ciranda com Baracho e com a Fuloresta de Siba e segue seu caminho sempre aprendendo mais que ensinando.

Coco de Toré é uma denominação muito antiga que, segundo o pesquisador Prof. Edmundo Pereira em seu escrito "Benditos,Toantes e Sambas de Coco" (referindo-se aos diários de campo de Luiz Saia, chefe de missão de pesquisas folclóricas idealizada por Mário de Andrade), nos esclarece que os Potiguara da Baía da Traição (PB) já usavam o termo em 1938 para indicar "um folguedo dançado em sentido anti-horário" como é no toré, "puxado por toadas de canto e resposta", igual ao toré , e "acompanhado por maracás e um pequeno zabumba", igual à instrumentação de algumas formações de samba de coco, cafurna e mazurca atualmente ainda existentes no sertão.

O Pandeiro do Mestre é formado por Nilton Jr - voz, maracás, bombinho e apito; Bruno Vinizoff - bombo; José Batista - maracás e sax; Isael Araújo - matraca e tarol; Jackeline Alves, Joana Velozo e Silvana Café - coro e apito).

O primeiro cd do coco “Pandeiro do Mestre - Coco de Toré” foi gravado entre agosto e outubro de 2006 no estúdio Carranca (Recife- PE) por Gera e Júnior Evangelista; mixado entre outubro e novembro de 2006 no Carranca por Gera; e masterizado em dezembro de 2006 no Classic Master (São Paulo – SP) por Carlos Freitas. O cd tem participações especiais de Tiné, Siba, Coco Raízes de Arcoverde, Coco Bongar, Zé Neguinho do Coco, Índios Pankararu e Fulniô de Pernambuco.

Contatos para shows: João Lucas Amorim (81)9113-4319 / Teresa Huang (81) 8856-6611

Ouça a música O Pandeiro do Mestre em: http://www.ijigg.com/songs/V2CEC0GEP0.

Faça o download do CD completo em: http://rapidshare.com/files/132136921/Pandeiro_do_Mestre_Coco_de_Tor_.zip.html.