Na edição 13 da revista Retrato do Brasil tem a matéria "De volta ao Rio dos Peixes", que trata do reencontro do repórter Carlos Azevedo com a tribo dos kaiabi, no interior do Mato Grosso.
Muito legal!!
Deixei um PDF com a matéria disponível em: http://rapidshare.com/files/251901782/RB13_devoltaaoriodospeixes.pdf
Procurando....
sábado, 4 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Kalunga do Vão do Moleque: uma comunidade amedrontada
O município de Cavalcante, em Goiás, recebeu em maio a visita de uma comitiva com o objetivo de verificar a possibilidade de conflito iminente, vivenciada pelas comunidades remanescentes de quilombo do Vão do Moleque e Engenho II, localizadas no maior território quilombola do Brasil, o Kalunga. A força-tarefa foi composta por representantes do Departamento de Ouvidoria Agrária e Mediação de Conflitos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fundação Cultural Palmares, IBAMA, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Goiás, Polícia Militar Ambiental do Estado de Goiás, Prefeitura Municipal e Secretaria de Igualdade Racial de Cavalcante e Polícia Federal.

O trabalho começou com uma reunião na Secretaria de Igualdade Racial de Cavalcante, na qual lideranças quilombolas reiteraram a denúncia contra ameaças e intimidações que a comunidade do Vão do Moleque vem sofrendo por pessoas ligadas à Fazenda Bonito, instalada dentro do Sítio Histórico Kalunga, e à empresa de empreendimentos imobiliários que vem demarcando as terras da Fazenda. Durante a reunião foi estabelecido o roteiro de trabalho de campo - quando, antes mesmo de o sol nascer, a equipe partiria rumo ao Vão do Moleque, onde o acesso é difícil, mas a paisagem compensa. Vale lembrar que o Sítio Histórico Kalunga está encravado na Chapada dos Veadeiros, cujo Parque Nacional é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial.
Irregularidades
O conflito agrário tem origem no fato de o suposto proprietário da Fazenda Bonito ter demarcado sua reserva legal na área onde residem alguns quilombolas, que assim ficam impedidos de plantar, colher e criar animais para sua subsistência. Com isso se estabeleceu um clima de tensão e insegurança geral, pois a construção da cerca limita as áreas que os kalunga exploram há várias gerações, com sua agricultura tradicional e criação de pequenos rebanhos e animais domésticos.

Nem bem a equipe chegava no Vão do Moleque, constatava uma primeira irregularidade: a cerca da Fazenda está sendo construída com madeiras nobres, protegidas por lei. Numa série de visitas casa a casa para colher depoimentos, especialmente dos moradores de áreas limítrofes à Fazenda, os relatos de cerca de 10 famílias foram praticamente unânimes - em junho do ano passado, os quilombolas começaram a ser intimidados por empregados do empresário João Batista Fernandes do Nascimento, inclusive com armas por eles sistematicamente exibidas, alguns vestindo uniformes de camuflagem similares ao do Exército.

Em 22 de abril último, em audiência realizada na Ouvidoria Agrária Nacional, em Brasília, o empresário alegou que as armas de seus empregados são usadas na caça. Eva Carvalho, uma das lideranças do Vão do Moleque, questiona: "Se ele diz que aqui é área de proteção, como então pode usar armas para caçar?" Eva questiona também a legalidade da documentação de propriedade da Fazenda, ao que a secretária da Igualdade Racial de Cavalcante, Lucilene Rosa - que é kalunga - completa: "Nós não sabemos se o que ele alega é verdade, é preciso apresentar documentos que ele não apresenta, e mesmo assim não seria ele a fazer a demarcação da fazenda, até porque está dentro de um território quilombola titulado".
Em seu depoimento, Eva espontaneamente confirma a ilegalidade quanto à cerca da fazenda: "Ele proíbe a gente de cortar madeira, e a gente sabe quais as que são proibidas e quais as que podemos tirar para fazer nossos telhados. Mas e ele, tem o direito? E ele tira até as proibidas pra fazer a cerca!". Também aponta o que considera dois pesos e duas medidas: "Tem o caso de um kalunga que responde a processo por ter tirado madeira pra fazer enxada e palha pra construir seu telhado. E o fazendeiro, faz o que quer?"
Outra irregularidade, ouvida informalmente de algumas crianças: elas relataram que são contratadas para empreitadas e diárias, o que, embora desconheçam, configura crime de exploração de trabalho infantil. A comunidade se sente ameaçada e com medo. As crianças, segundo Eva, estão traumatizadas: "Qualquer pessoa que se aproxime, elas pensam que está armada".
Conflito iminente
A comitiva encerrou a visita na sede da Fazenda Bonito, onde conversou com o gerente Felipe Machado Lopes. Ele afirmou que uma parte da cerca, acima da área dos kalunga, estava para ser concluída em breve, e que logo em seguida daria início à delimitação da área de reserva legal. O problema é que, nesse ponto, a cerca passará a 10 metros do curral de uma das famílias e próximo a residências de outras, o que pode acirrar o conflito.
Da visita resultaram algumas providências imediatas, entre elas a verificação, junto ao sistema de licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, da averbação da reserva legal da propriedade Fazenda Bonito, e se as posses da comunidade Kalunga estão em áreas de reserva legal, proteção permanente e proteção de mananciais.
Na avaliação de Miriam Ferreira, gerente de projetos da Diretoria de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Cultural Palmares, "trata-se de um conflito já instaurado, e se não houver agilidade para a efetiva regularização fundiária do Território Kalunga e a desintrusão dos pretensos fazendeiros, esse conflito poderá ter consequências imprevisíveis".
Fonte: Fundação Cultural Palmares
O trabalho começou com uma reunião na Secretaria de Igualdade Racial de Cavalcante, na qual lideranças quilombolas reiteraram a denúncia contra ameaças e intimidações que a comunidade do Vão do Moleque vem sofrendo por pessoas ligadas à Fazenda Bonito, instalada dentro do Sítio Histórico Kalunga, e à empresa de empreendimentos imobiliários que vem demarcando as terras da Fazenda. Durante a reunião foi estabelecido o roteiro de trabalho de campo - quando, antes mesmo de o sol nascer, a equipe partiria rumo ao Vão do Moleque, onde o acesso é difícil, mas a paisagem compensa. Vale lembrar que o Sítio Histórico Kalunga está encravado na Chapada dos Veadeiros, cujo Parque Nacional é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial.
Irregularidades
O conflito agrário tem origem no fato de o suposto proprietário da Fazenda Bonito ter demarcado sua reserva legal na área onde residem alguns quilombolas, que assim ficam impedidos de plantar, colher e criar animais para sua subsistência. Com isso se estabeleceu um clima de tensão e insegurança geral, pois a construção da cerca limita as áreas que os kalunga exploram há várias gerações, com sua agricultura tradicional e criação de pequenos rebanhos e animais domésticos.
Nem bem a equipe chegava no Vão do Moleque, constatava uma primeira irregularidade: a cerca da Fazenda está sendo construída com madeiras nobres, protegidas por lei. Numa série de visitas casa a casa para colher depoimentos, especialmente dos moradores de áreas limítrofes à Fazenda, os relatos de cerca de 10 famílias foram praticamente unânimes - em junho do ano passado, os quilombolas começaram a ser intimidados por empregados do empresário João Batista Fernandes do Nascimento, inclusive com armas por eles sistematicamente exibidas, alguns vestindo uniformes de camuflagem similares ao do Exército.
Em seu depoimento, Eva espontaneamente confirma a ilegalidade quanto à cerca da fazenda: "Ele proíbe a gente de cortar madeira, e a gente sabe quais as que são proibidas e quais as que podemos tirar para fazer nossos telhados. Mas e ele, tem o direito? E ele tira até as proibidas pra fazer a cerca!". Também aponta o que considera dois pesos e duas medidas: "Tem o caso de um kalunga que responde a processo por ter tirado madeira pra fazer enxada e palha pra construir seu telhado. E o fazendeiro, faz o que quer?"
Outra irregularidade, ouvida informalmente de algumas crianças: elas relataram que são contratadas para empreitadas e diárias, o que, embora desconheçam, configura crime de exploração de trabalho infantil. A comunidade se sente ameaçada e com medo. As crianças, segundo Eva, estão traumatizadas: "Qualquer pessoa que se aproxime, elas pensam que está armada".
Conflito iminente
A comitiva encerrou a visita na sede da Fazenda Bonito, onde conversou com o gerente Felipe Machado Lopes. Ele afirmou que uma parte da cerca, acima da área dos kalunga, estava para ser concluída em breve, e que logo em seguida daria início à delimitação da área de reserva legal. O problema é que, nesse ponto, a cerca passará a 10 metros do curral de uma das famílias e próximo a residências de outras, o que pode acirrar o conflito.
Da visita resultaram algumas providências imediatas, entre elas a verificação, junto ao sistema de licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, da averbação da reserva legal da propriedade Fazenda Bonito, e se as posses da comunidade Kalunga estão em áreas de reserva legal, proteção permanente e proteção de mananciais.
Na avaliação de Miriam Ferreira, gerente de projetos da Diretoria de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Cultural Palmares, "trata-se de um conflito já instaurado, e se não houver agilidade para a efetiva regularização fundiária do Território Kalunga e a desintrusão dos pretensos fazendeiros, esse conflito poderá ter consequências imprevisíveis".
Fonte: Fundação Cultural Palmares
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Como se livrar de um chato no avião
Se, sentado ao seu lado num avião, alguém está lhe irritando, siga estas instruções:
1. Silenciosa e calmamente, abra o seu notebook;
2. Inicie o sistema;
3. Tenha certeza de que o chato esteja olhando para a sua tela;
4. Feche os olhos e incline a cabeça para o céu, pronunciando sons árabes incompreensíveis;
5. Então, clique no link: http://www.thecleverest.com/countdown.swf
6. Pronto!!! Agora, é só chamar a aeromoça e mandar recolher o chato infartado.
100% de índice de sucesso até o momento! HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA
1. Silenciosa e calmamente, abra o seu notebook;
2. Inicie o sistema;
3. Tenha certeza de que o chato esteja olhando para a sua tela;
4. Feche os olhos e incline a cabeça para o céu, pronunciando sons árabes incompreensíveis;
5. Então, clique no link: http://www.thecleverest.com/countdown.swf
6. Pronto!!! Agora, é só chamar a aeromoça e mandar recolher o chato infartado.
100% de índice de sucesso até o momento! HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA
Conheçam a Naurêa!!
Galera,
Hoje eu estava ouvindo a rádio Nacional e eles estavam transmitindo, ao vivo, os shows que estão acontecendo no Porto Musical, em Recife (PE). E me surpreendi quando ouvi o som da banda Naurêa, de Sergipe.
Muito legal mesmo. É aquela mistura rítmica que nós brasileiros curtimos, com muito rock e baião!!
Conheçam o som deles e depois me digam o que acharam.
YouTube - Clip de Álcool e Acetona
YouTube - Clip de Bonfim, ao vivo
O canal deles no YouTube:
br.youtube.com/naurea
Site oficial:
www.naurea.com.br
Release oficial:
naurÊa são duas palavras ditas muito rapidamente que representa uma sensação, um tipo de pressão sonora que diz muito sobre a força que mora em seu som. Som esse que resolveu reinventar a mistura particular que é o forró, ampliando e dando novas possibilidades para o
xote, o xaxado e o baião, tradicionais ritmos nordestinos.
Formada em novembro de 2001, em Aracaju, a naurÊa toca basicamente o que chama de Sambaião. Como o nome já sugere, uma mistura de samba e baião. Mas não pára por aí. A banda recebe informação musical de várias partes do Brasil e do mundo: das batidas populares do universo negro de Laranjeiras ao costarriquenho Reggaeton; da música pouco convencional de Tom Zé às melodias de Cuba e do Leste Europeu; das guitarras "caribenhas" do Pará ao apelo do R&B e do Hip Hop. A idéia, muito mais do que fazer mistura, é mostrar as potencialidades do forró, é ter uma sonoridade própria com um sotaque local.
No entanto o que tem se evidenciado na naurÊa é sua vocação para cruzar as fronteiras de Sergipe. Tocou nas mais importantes feiras e encontros de música do Nordeste: a Feira da Música de Fortaleza (2004), O Festival de Inverno de Garanhus (2004), o Mercado Cultural da Bahia (2005), a Feira da Música Internacional de Brasília (2006), O RecBeat de Recife (2006).
Sem contar as participações nas festividades dos Jogos Pan-americanos, PAN 2007 no Rio de Janeiro, quando fez quatro apresentações na praia de Copacabana assim como os shows nas cidades de Colônia, Dortmund e Berlim na Alemanha durante o mundial de futebol de 2006. A partir daí a Europa passou a ser um mercado para a naurêa que em 2007 fez uma segunda turnê de verão em julho/agosto. A turnê durou mais de 20 dias e se estendeu para os Alpes austríacos e 11 cidades alemãs. Em 2008 o ponto alto foi a participação na Feira POPKOMM em berlin.
Para 2009 são grandes as expectativas começando com Verão Sergipe e o lançamento do DVD “Sambaião VIVO”, que já foi exibição nacionalmente pelo Canal Brasil. O forró de Sergipe está representado no Brasil e no Mundo pelo sambaião da naurÊa.
Hoje eu estava ouvindo a rádio Nacional e eles estavam transmitindo, ao vivo, os shows que estão acontecendo no Porto Musical, em Recife (PE). E me surpreendi quando ouvi o som da banda Naurêa, de Sergipe.
Muito legal mesmo. É aquela mistura rítmica que nós brasileiros curtimos, com muito rock e baião!!
Conheçam o som deles e depois me digam o que acharam.
YouTube - Clip de Álcool e Acetona
YouTube - Clip de Bonfim, ao vivo
O canal deles no YouTube:
br.youtube.com/naurea
Site oficial:
www.naurea.com.br
Release oficial:
naurÊa são duas palavras ditas muito rapidamente que representa uma sensação, um tipo de pressão sonora que diz muito sobre a força que mora em seu som. Som esse que resolveu reinventar a mistura particular que é o forró, ampliando e dando novas possibilidades para o
xote, o xaxado e o baião, tradicionais ritmos nordestinos.
Formada em novembro de 2001, em Aracaju, a naurÊa toca basicamente o que chama de Sambaião. Como o nome já sugere, uma mistura de samba e baião. Mas não pára por aí. A banda recebe informação musical de várias partes do Brasil e do mundo: das batidas populares do universo negro de Laranjeiras ao costarriquenho Reggaeton; da música pouco convencional de Tom Zé às melodias de Cuba e do Leste Europeu; das guitarras "caribenhas" do Pará ao apelo do R&B e do Hip Hop. A idéia, muito mais do que fazer mistura, é mostrar as potencialidades do forró, é ter uma sonoridade própria com um sotaque local.
No entanto o que tem se evidenciado na naurÊa é sua vocação para cruzar as fronteiras de Sergipe. Tocou nas mais importantes feiras e encontros de música do Nordeste: a Feira da Música de Fortaleza (2004), O Festival de Inverno de Garanhus (2004), o Mercado Cultural da Bahia (2005), a Feira da Música Internacional de Brasília (2006), O RecBeat de Recife (2006).
Sem contar as participações nas festividades dos Jogos Pan-americanos, PAN 2007 no Rio de Janeiro, quando fez quatro apresentações na praia de Copacabana assim como os shows nas cidades de Colônia, Dortmund e Berlim na Alemanha durante o mundial de futebol de 2006. A partir daí a Europa passou a ser um mercado para a naurêa que em 2007 fez uma segunda turnê de verão em julho/agosto. A turnê durou mais de 20 dias e se estendeu para os Alpes austríacos e 11 cidades alemãs. Em 2008 o ponto alto foi a participação na Feira POPKOMM em berlin.
Para 2009 são grandes as expectativas começando com Verão Sergipe e o lançamento do DVD “Sambaião VIVO”, que já foi exibição nacionalmente pelo Canal Brasil. O forró de Sergipe está representado no Brasil e no Mundo pelo sambaião da naurÊa.
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